Mapa Conceitual de alguns Filósofos

04/10/2013 21:18

SÓCRATES

(Século V a.C.)

 

O pensador Sócrates foi um filósofo de Atenas  e viveu no período clássico da Grécia Antiga. Ficou conhecido como um dos precursores da filosofia ocidental e ainda, atualmente, é tido como uma figura bastante enigmática.

Para Sócrates o saber não é algo que alguém (o mestre) transmite à pessoa que aprende (discípulo). O saber, o conhecimento, é uma descoberta que a própria pessoa realiza. Conhecer é um ato que se dá no interior do indivíduo. A função do mestre, segundo Sócrates, é apenas ajudar o discípulo a descobrir, por si mesmo, a verdade.

O método socrático foi denominado de ironia e tem dois momentos: a refutação e a maiêutica. Um exemplo clássico da maiêutica socrática aparece no diálogo Menon, escrito por Platão, que foi discípulo de Sócrates. Nesta obra Platão nos mostra um diálogo de seu mestre com um jovem escravo, no qual ele ajuda o escravo a descobrir, por si mesmo, algumas noções de geometria. Na refutação, Sócrates levantava objeções às opiniões que o discípulo tinha sobre algum assunto e que julgava ser a verdade. De objeção em objeção, o aluno ia tentando responder às dúvidas levantadas por Sócrates. Essa etapa do método tinha como objetivo libertar o espírito das opiniões, pois segundo Sócrates a consciência da própria ignorância é o primeiro passo para se encaminhar na busca da verdade. Partindo assim, para a segunda etapa, a maiêutica, onde Sócrates vai fazendo a seu discípulo uma série de perguntas que o leva a refletir, a descobrir e a formular as próprias respostas.

Frases de Sócrates:

*  Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.

* Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância.

* Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.

 

 

 

JOÃO AMOS COMENIUS

(1592-1670)

 

                                                                      

 

Segundo Comenius, educador checo, dentre as obras criadas por Deus, o ser humano é a mais perfeita. Dada sua formação cristã, Comenius acreditava que o fim último do homem é a felicidade eterna. Assim, o objetivo da educação é ajudar o homem a atingir essa finalidade transcendente e cósmica, desenvolvendo o domínio de si mesmo através do conhecimento de si próprio e de todas as coisas.

Ele afirmava e valorizava o processo investigativo para se chegar ao conhecimento generalizado. Afirmava que tal método estava mais “de acordo com a natureza” e propunha a inclusão do estudo dos fenômenos físicos nos currículos e nos livros escolares. Escreveu o primeiro livro ilustrado didático para crianças, chamado: O mundo das coisas sensíveis ilustrado.

 Publica em 1632 sua obra prima, a Didática Magna, sempre buscando seus objetivos fundamentais "de uma reforma radical do conhecimento humano e da educação" – unidos e sistematizados numa ciência universal. 

Entre essas idéias, estavam: o respeito ao estágio de desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem;  a construção do conhecimento através da experiência, da observação e da ação ;  uma educação sem punição mas com diálogo, exemplo e ambiente adequados.

Comenius pregava ainda a necessidade da interdisciplinaridade,  da afetividade do educador e de  um ambiente escolar arejado, bonito, com espaço livre e ecológico. 

  

 

 

HEINRICH PESTALOZZI

(1746-1827)

                                                                       

 

  

                Defendendo a doutrina dos naturalistas, Pestalozzi acreditava que o ser humano nascia bom e que o caráter de um homem era formado pelo ambiente que o rodeia. Sustentava que era preciso tornar esse ambiente o mais próximo possível das condições naturais, para que o caráter do indivíduo se desenvolvesse ou fosse formado positivamente. Para ele, a transformação da sociedade iria se processar através da educação, que tinha por finalidade o desenvolvimento natural, progressivo e harmonioso de todas as faculdades e aptidões do ser humano.

Para a sua época, esta ideia era um tanto inovadora, porque, na segunda metade do século XVIII, a concepção corrente era de que as transformações revolucionárias seriam o remédio que curaria todos os males sociais. Por isso, ao advogar a ideia de que a educação era um meio de regenerar a sociedade, ele estava introduzindo um elemento novo no ideário pedagógico de seu tempo. Portanto, para Pestalozzi, a educação era um instrumento de reforma social,  pregava a educação das massas e proclamava que toda criança deveria ter acesso à educação escolar, por mais pobre que fosse seu meio social e mesmo que suas condições fossem limitadas.

 Foi o primeiro a formular de forma clara e explícita o princípio de que a educação deveria respeitar o desenvolvimento infantil. A escola idealizada por Pestalozzi deveria ser não só uma extensão do lar como inspirar-se no ambiente familiar, para oferecer uma atmosfera de segurança e afeto. Para ele, só o amor tinha força salvadora, capaz de levar o homem à plena realização moral, isto é, encontrar conscientemente, dentro de si, a essência divina que lhe dá liberdade. Para o educador suíço, os sentimentos tinham o poder de despertar o processo de aprendizagem autônoma na criança.

A criança, na visão de Pestalozzi, se desenvolve de dentro para fora,  ideia oposta à concepção de que a função do ensino é preenchê-la de informação.  Dar atenção à sua evolução, às suas aptidões e necessidades, de acordo com as diferentes idades, era, para Pestalozzi, parte de uma missão maior do educador, a de saber ler e imitar a natureza, em que o método pedagógico deveria se inspirar.

 

 

JOHN FREDERICK HERBART

(1776- 1841)

                                                                              

 

John Frederick Herbart nasceu em Oldenburg, na Alemanha. Acreditava que ao nascer, o ser humano não é bom nem mau, mas desenvolve-se num sentido ou no outro, a partir das influências externas, das representações formadas e de suas combinações. Portanto, a característica fundamental do ser humano é o seu poder de assimilação.  A teoria educacional de Herbart gravita assim em torno da noção de função assimiladora, que ele denominou de apercepção.  A apercepção é a assimilação de  novas idéias através da experiência e sua relação com as ideias ou conceitos já anteriormente formados.

Na concepção de Herbart,  o ser humano não é compartimentalizado em faculdades, mas é uma unidade. Desde o nascimento, o ser humano tem a capacidade de entrar em contato com o meio ambiente, reagindo a este de forma global, através do sistema nervoso. Por meio da percepção sensorial se estabelece, portanto, a relação com o ambiente, o que dá origem às representações primárias, que são a base da vida mental. A generalização das representações primárias forma os conceitos, e a interação dos conceitos conduz aos atos de julgamento e raciocínio.

Para Herbart, a educação moral é decorrente da educação intelectual, pois as ideias formam o caráter. O conhecimento produz ideias que moldam a vontade, isto é, o caráter.  A este ciclo, conhecimento-ideias-caráter, Herbart chamou de “instrução educativa”.

 Com o filósofo alemão Herbart, a pedagogia foi formulada pela primeira vez como uma ciência, sobriamente organizada, abrangente e sistemática, com fins claros e meios definidos. A estrutura teórica construída por Herbart se baseia numa filosofia do funcionamento da mente, o que a torna duplamente pioneira: não só por seu caráter científico, mas também por adotar a psicologia aplicada como eixo central da educação. Desde então, e até os dias de hoje, o pensamento pedagógico se vincula fortemente às teorias de aprendizagem e à psicologia do desenvolvimento.

 

 

 

JOHN DEWEY

                                                                                                        (1859-1952) 

                                                              

 

O filósofo norte-americano defendia a democracia e a liberdade de pensamento como instrumentos para a manutenção emocional e intelectual das crianças. Para Dewey, o homem é um ser eminentemente social. Assim sendo, são as necessidades sociais que norteiam sua concepção de vida e educação. Para ele, os motivos morais devem estar a serviço de fins sociais. O trabalho em comum e a cooperação são os elementos fundamentais da vida coletiva e satisfazem as necessidades sócias e psíquicas do ser humano. Dewey instituiu a fórmula: Vida humana = vida social = cooperação. É um grande defensor dos métodos ativos e prega o ensino pela ação.

A concepção que Dewey tinha do homem e da vida, e que serve de base à sua pedagogia, é de que a ação é inerente à natureza humana. A ação precede o conhecimento e o pensamento. Antes de existir como ser pensante, o homem é um ser que age. A teoria resulta da prática. Logo, o conhecimento e o ensino devem estar intimamente relacionados à ação, à vida prática, à experiência. O saber tem caráter instrumental: é um meio para ajudar o homem na sua existência, na sua vida prática.

Como o trabalho e a cooperação são o fundamento da vida, é em torno desses elementos que deve gravitar a educação escolar. Salientando a importância social do trabalho e valorizando o trabalho manual, ele afirma que a escola deve tornar-se uma verdadeira comunidade de trabalho, em vez de um lugar isolado onde se aprendem lições sem ligação com a vida. A criança deve adquirir o saber pela experiência e pela experimentação próprias.

Influenciado pelo empirismo, Dewey criou uma escola-laboratório ligada à universidade onde lecionava para testar métodos pedagógicos. Ele insistia na necessidade de estreitar a relação entre teoria e prática, pois acreditava que as hipóteses teóricas só têm sentido no dia-a-dia. Outro ponto-chave de sua teoria é a crença de que o conhecimento é construído de consensos, que por sua vez resultam de discussões coletivas. "O aprendizado se dá quando compartilhamos experiências, e isso só é possível num ambiente democrático, onde não haja barreiras ao intercâmbio de pensamento", escreveu. Por isso, a escola deve proporcionar práticas conjuntas e promover situações de cooperação, em vez de lidar com as crianças de forma isolada.

 

 

 

Bibliografia

 

Regina Célia C. Haydt

8 ed.  -  São Paulo  -  Ática  -  2006

http://frankvcarvalho.blogspot.com.br/2011/09/joao-amos-comenius-jan-amos-komensky.html

 

http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/john-dewey-307892.shtml

http://mensagens.culturamix.com/frases/autores-famosos/frases-de-socrates-um-grande-pensador